Manual de Exames

 

INSTRUCÕES PARA COLETA DE AMOSTRAS

  1. Exames de Hematologia (Hemograma, Leucometria, Eritrograma, Plaquetas, Reticulócitos, etc.)
  2. Dosagem de Glicose
  3. Dosagens Bioquímicas, Dosagens Hormonais, Sorologias,Pesquisa de Células L.E.
  4. Urina e Líquidos Cavitários
  5. Parasitológico de Fezes
  6. Culturas para Bactérias Aeróbicas, Anaeróbicas, e Hemoculturas
  7. Pesquisa de Ectoparasitas
  8. Citologias
  9. Histopatológicos
  10. Exames Toxicológicos
  11. PCR

Exames de Hematologia (Hemograma, Leucometria, Eritrograma, Plaquetas, Reticulócitos, etc.)

Utilizar somente frasco de tampa roxa (E.D.T.A.). Colher por venosa lentamente, com seringa estéril, de 1 a 3 ml de sangue. Transferir o material para o tubo retirando a agulha (não perfurar a tampa). Homogeneizar o conteúdo lentamente por 30 segundos. Manter a amostra em refrigeração por até 24 horas. Tentar enviar a amostra para o laboratório no mesmo dia da coleta. Observar a amostra para que não tenha formação de coágulos. Sugere-se jejum alimentar de 6 a 8 horas. Se possível, confeccionar esfregaço sangüíneo.

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Dosagem de Glicose

Utilizar somente frasco de tampa cinza (Fluoreto de Sódio). Colher por punção venosa lentamente, com seringa estéril, de 1ml a 3ml de sangue. Transferir o material para o tubo retirando a agulha (não perfurar a tampa). Homogeneizar o conteúdo lentamente por 30 segundos. Manter a amostra em refrigeração por até 24 horas. Tentar enviar a amostra para o laboratório no mesmo dia da colheita. Colher somente em jejum alimentar de 12 horas.

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Dosagens Bioquímicas, Dosagens Hormonais, Sorologias, Pesquisa de Células L.E.

Utilizar frasco de tampa vermelha (sem anticoagulante). Colher por punção venosa lentamente, com seringa estéril, de 3ml a 10ml de sangue (de acordo com a quantidade de exames solicitados). Retirando a agulha, transferir o material para o tubo (sem perfurar a tampa), deixar em temperatura ambiente até 2 horas para que haja retração do coágulo, evitando a agitação do tubo. Manter o material em refrigeração por até 72 horas. Se possível, após retração do coágulo, separar soro sangüíneo com seringa estéril e transferir para outro tubo. Sugere-se jejum alimentar de 6 a 8 horas.

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Urina e Líquidos Cavitários

A - Para Urina: Utilizar frasco de tampa vermelha (tubo de ensaio) ou frasco coletor universal de plástico com tampa. Após assepsia da região, coletar por cistocentese, sondagem uretral ou micção espontânea. Acondicionar a amostra em frasco de tampa vermelha (sem anticoagulante) ou frasco universal e manter em temperatura de refrigeração (de 2°C a 8°C) e enviar ao laboratório no mesmo dia. Para a análise de urina será necessário o volume de no mínimo 5ml. Para animais silvestres respeitar o volume necessário para a realização do exame, no mínimo 1ml.

B – Para Líquidos Cavitários: Coletar o líquido cavitário (líquido pleural, peritoneal, articular, cístico, etc.) por punção com seringa e agulha estéril, após a assepsia colocar metade da amostra coletada em frasco de tampa roxa com anticoagulante E.D.T.A. e a outra metade em frasco de tampa vermelha (tubo seco) sem anticoagulante ou coletor universal. O líquido coletado deve ser mantido em temperatura de refrigeração (2° C a 8°C). Enviar ao laboratório o mais rápido possível, no mesmo dia ou em no máximo 48 horas.

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Parasitológico de Fezes

Recolher amostra fecal sem exposição ao sol, em frasco com tampa (coletor universal). Manter a amostra em refrigeração até ser encaminhada para o laboratório por no máximo 48 horas. Coletar no mínimo 20g de fezes. Dar prioridade para fezes frescas, quando a suspeita for parasitismo por protozoários.

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Culturas para Bactérias Aeróbicas, Anaeróbicas, e Hemoculturas

Para a obtenção e manutenção de material confiável e de boa qualidade até que este chegue ao laboratório, é recomendada a utilização de ferramentas apropriadas à amostra clínica desejada, tais como "swabs" especiais com meio de transporte, em caso de secreção auricular ou fistulas e frascos estéreis para coleta de urina por micção espontânea, leite ou lavados brônquicos.

O tempo entre a coleta e o processamento do material também é de fundamental importância para a rapidez e a confiabilidade dos resultados. Em geral, amostras clínicas destinadas á bacteriologia devem ser encaminhadas imediatamente ao laboratório, sempre conservadas segundo as características próprias.

  • Fístulas e abscessos abertos: realizar rigorosa anti-sepsia da região externa com soro fisiológico estéril (nunca utilizar água oxigenada) e espremer o material da profundidade, coletar a secreção profunda com "swab" ou seringa. Em caso de coleta com seringa, após aspiração, colocar a tampa da agulha e lacrar o encaixe com esparadrapo ou fita adesiva. Armazenar o material sob refrigeração até o processamento.
     
  • Abscessos fechados (Cultura de bactérias aeróbicas ou anaeróbicas): fazer tricotomia e anti-sepsia do local onde se encontra o abscesso. A coleta pode ser feita por punção com agulha de grosso calibre ou através de pequena incisão para drenagem do abscesso. Em caso de punção, a seringa deve ser prontamente lacrada com esparadrapo ou fita adesiva, pois pode haver presença de microrganismos anaeróbios. Se a coleta for com "swab", este deve ser imediatamente inoculado em meio de transporte, evitando contato com o ar. Armazenar o material sob refrigeração até o processamento.
     
  • Secreção Auricular: deve-se retirar a toda secreção presente no conduto auditivo com algodão seco antes da coleta do "swab". Nunca utilizar água oxigenada ou qualquer solução antisséptica. A coleta deve ser feita diretamente do ponto onde se encontra a reação inflamatória, evitando que o algodão entre em contato com outros pontos do conduto auditivo. Em casos de otite bilateral, a coleta deve ser feita de forma individual em cada ouvido. Nunca utilizar o mesmo "swab" para os dois ouvidos, pois os microrganismos causadores da infecção podem ser diferentes. É importante ressaltar que leveduras também podem causar otite em associação com as bactérias, por isso, quando se observa uma secreção escurecida, de aspecto achocolatado, pode estar havendo uma infecção mista. Nestes casos suspeitos, sempre recomendamos também a solicitação de cultura de fungos.
     
  • Trato urogenital: realizar rigorosa anti-sepsia da região externa com soro fisiológico estéril e coletar secreção com "swab".
     
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  • Cultura para Bactérias Anaeróbicas: havendo suspeita de infecção por bactérias anaeróbicas, ao coletar o material, deve–se sempre ter cuidado com a manipulação e acondicionamento da amostra, para evitar resultados falsos. O material deve ser coletado sempre com "swab" estéril em meio de transporte ou através de punção asséptica (com seringa e agulha). Feita a coleta ou a punção, o material deve ser prontamente isolado de qualquer contato com o oxigênio atmosférico, ou seja, o "swab" deve ser fechado e lacrado e a seringa lacrada em seu encaixe com a agulha.
     
  • Cultura de Urina: existem três formas de coleta de urina para solicitação de cultura e antibiograma: micção espontânea, cateterismo e punção vesical. Cada forma de coleta requer atenção especial não só no processamento, como na interpretação dos resultados. Independente da forma de coleta, que deve ser indicada na solicitação do exame, a amostra deve acondicionada em frascos estéreis e transportada sob refrigeração com maior rapidez possível para o laboratório. É importante ressaltar que a urina é um bom meio de cultura, onde as bactérias se multiplicam com facilidade. Por esta razão, amostras transportadas sem refrigeração por tempo excessivo (mais de 1h) podem comprometer a veracidade dos resultados.

A forma de coleta mais fidedigna e confiável é por punção vesical. Para isso, deve-se realizar tricotomia e anti-sepsia do local da punção. É imprescindível a utilização de agulha estéril e precisão no acesso á bexiga. Caso a amostra seja destinada apenas para cultura e antibiograma, de 3 a 5mL são suficientes. Sempre deve-se informar ao laboratório o sexo do animal, quantidade coletada, a forma, data e o horário da coleta.

Se a coleta for feita com utilização de sonda urinária, toda a região da vulga/prepúcio e períneo devem ser rigorosamente higienizadas antes da coleta. As demais recomendações seguem os padrões. No entanto, cabe ressaltar que esta amostra estará sujeita á contaminação por bactérias da microbiota normal, devendo-se ter ainda mais cuidado no seu transporte, processamento e interpretação de resultados. Sempre deve-ser informar ao laboratório o sexo do animal, quantidade coletada, a forma, data e o horário da coleta.

A coleta feita por micção é a menos recomendada, mas mais simples de ser realizada. Se a coleta for feita desta forma, toda região de vulga/prepúcio e períneo devem ser rigorosamente higienizadas antes da coleta. As demais recomendações seguem os padrões. No entanto, cabe ressaltar que esta amostra vai estar ainda mais contaminada, devendo-se ter ainda mais cuidado no seu transporte, processamento e interpretação de resultados.

  • Hemocultura: a septicemia é uma síndrome clínica caracterizada por febre, tremores, dor taquicardia, hiperventilação e toxicidade ou prostração. A bacteremia pode ser transitória, intermitente ou contínua, refletindo vários mecanismos  básicos de entrada  de bactérias na corrente sanguínea. Hemocultura tem características especiais por auxiliar no diagnóstico de uma síndrome infecciosa relacionada com altas taxas de morbidade e mortalidade. Os cultivos de sangue positivos podem identificar uma população de alto risco de morte.

Na colheita todas as precauções devem ser tomadas para minimizar a porcentagem de cultivos de sangue contaminados. Para reduzir a possibilidade de contaminação com microrganismos da pele, o sítio de punção venosa deve ser preparado com segue:

  1. Lavar com sabão;
  2. Enxaguar com água esterilizada;
  3. Aplicar tintura de iodo ou iodo-povidona a 1-2% e deixar secar por 2 minutos;
  4. Eliminar o iodo com álcool a 70%;
  5. Se necessário apalpar o local após a preparação, deve ser usada luva esterilizada;
  6. O sangue pode ser obtido utilizando-se agulha e seringa ou por meio de sistema fechado, que consiste em um frasco com vácuo e um tubo coletor com agulha dupla;
  7. O sangue para cultivo deve ser adicionado ao caldo de cultura em uma proporção de 1:5 a 1:10.

Se possível, as amostras para hemocultivos devem ser obtidas antes da administração de antimicrobianos sistêmicos. Entretanto, o fato do paciente se encontrar sob antibioticoterapia não impede necessariamente a obtenção de amostra, embora isso deva ser considerado quando os resultados dos cultivos forem interpretados.

O ideal é obter amostra de sangue para cultivo meia hora antes de um pico febril, porque neste momento está circulando a maior concentração de microrganismos.

Se a origem da febre é desconhecida, a princípio podem ser extraídos duas amostras de sangue com intervalo de 45 a 60 minutos, para determinar se existe uma circulação bacteriana contínua ou intermitente na corrente sanguínea.

É indicado o hemocultivo nas enfermidades febris agudas em que pode ser necessário um tratamento empírico imediato com antibiótico, ou para pacientes com doenças infecciosas que serão submetidos à cirurgia de urgência.

  • Cultura de Fungos: para este tipo de coleta, é importante que o animal esteja livre da ação de produtos fungicidas, pois estes podem causar alterações nos resultados de cultura de dermatófitos. Banhos também devem ser evitados dias antes da colheita da amostra. É sempre importante escolher lesões recentes com características claras de dermatofitose (lesões bem delineadas e arredondadas não responsivas a tratamentos comuns). A coleta deve conter pêlos da periferia da lesão, além de crostas encontradas no centro da descamação. Para a coleta de pêlos e pele de animais co, pelagem longa, deve-se realizar tricotomia parcial, deixando os pêlos com no máximo 0,5 a 1,0 cm de comprimento. O material coletado deve ser acondicionado em frasco de coleta universal ou em pedaços de papel dobrados e identificados e armazenados sob a proteção da luz. A amostra deve ser mantida em temperatura ambiente e enviada ao laboratório em até 48 horas. Em caso de cultura de fungos de secreção auricular, o procedimento segue os mesmos padrões de coleta indicados no item "Secreção Auricular".

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Pesquisa de Ectoparasitas

Fazer raspado profundo de pele na lesão afetada, colocar o material umedecido com óleo mineral entre duas lâminas, para não haver ressecamento da amostra, e encaminhar para o laboratório em até 24 horas.

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Citologias

Colher material com agulha e seringa estéril, preparar imediatamente um esfregaço do material em lâmina de vidro e fixar ao ar livre. O restante do material pode ser enviado na própria seringa. Para Líquidos Cavitários colocar o material em frasco de tampa roxa (com E.D.T.A.) e tampa vermelha. Manter o material em refrigeração até 24 horas.

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Histopatológicos

Para exames histopatológicos, enviar material em frascos de boca larga com formol a 10%. Não enviar peças ou tumores grandes em refrigeração, congelamento ou mergulhados diretamente no formol a 10%. Tumores, nódulos, linfonodos, testículos e órgãos grandes devem ser sempre fatiados para que o formol a 10% penetre e possa realizar a fixação. O volume de formol a 10% que será utilizado para fixar o tumor a ser analisado deve respeitar a proporcionalidade de 10x1, ou seja, o volume de formol à 10% deve ser 10 vezes maior que a do tumor. O Laboratório Genesi disponibiliza de alguns parceiros especializados na área. Selecione o de sua preferência na nossa Guia de Solicitação de exames.

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Exames Toxicológicos

Para dosagens sanguíneas, colher 10ml a 20ml de sangue e colocar em frasco de tampa verde (heparina). Para dosagens em tecidos, recolher cerca de 20g do material adequado (fígado ou conteúdo estomacal. Todo material pode ser mantido em refrigeração por até 5 dias.

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PCR

Atendendo a necessidade de um diagnóstico preciso das doenças infecciosas dos animais, disponibilizamos de Diagnóstico Molecular para realizar exames de rotina. Atualmente contamos com Real-time PCR. Oferecemos o diagnóstico por meio do DNA (técnica da Reação em Cadeia da Polimerase-PCR e Nested PCR) para as seguinte enfermidades listadas: cinomose, Ehrlichia sp., Ehrlichia canis., Anaplasma platys (Ehrlichia platys), Babesia canis, Adenovírus canino 1 (Hepatite infecciosa canina), Brucella sp, Leptospira sp, FIV, FeLV, e Micoplama felino (antigamente denominado Haemobartonella felis, agente da Anemia Infecciosa Felina).

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É com grande prazer que o recebemos.

Nossa equipe encontra-se à disposição para quaisquer
esclarecimentos.

Equipe Genesi

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0800 282 5425 /(21) 2491-9757 / 97559-1096